Selva e Xingu representarão o país na prova de corrida de aventura
chilena
Equipe Selva é uma das representantes brasileiras na prova chilena Crédito: Divulgação
As equipes brasileiras de corrida
de aventura Selva NSK Kailash e Xingu Liofoods começaram nesta terça (08) sua
longa jornada na Patagonia Expedition Race 2011, que acontece no Chile. Sob um
sol que elevou as temperaturas do Parque Nacional Torres del Paine, as duas
representantes nacionais largaram para 617 quilômetros de aventuras pelos
locais mais inóspitos do país latino-americano.
Ao todo, a Selva, formada por Carlos Fonseca, o Caco, Ricardo Silva,
Marcelo Sinoca e Rose Hoopnner, e a Xingu, formada por Marcelo Catalan, Felipe
Fuentes, Fernando Nazário e Nora Acuña, terão pela frente quatro tipos de
modalidades ao longo da prova, entre elas mountain bike, canoagem, técnicas
verticais e trekking.
Nesta terça, os competidores largaram em cima de suas bikes para 60
quilômetros de MTB. Em locais cheios de surpresa, os atletas passarão um longo
período pedalando por terrenos geograficamente variados, com muitas subidas e
descidas. A modalidade voltará a aparecer no fim da competição, onde serão mais
188 quilômetros de percurso de bike.
O segundo desafio da competição será a canoagem, com um primeiro trajeto
de 47 quilômetros a ser percorrido em caiaques duplos por lagos e riachos da
região chilena. Além disso, os atletas ainda terão, ao longo da disputa, outros
58 quilômetros na modalidade aquática.
A mais dura aventura dos times será o trekking. Serão dois trechos na
modalidade, um de 73 quilômetros e outro de 191 quilômetros, que exigirão não
só da resistência, mas também da técnica dos competidores, já que os percursos
contarão com navegações bastante complexas por regiões de vegetações diversas,
que variarão entre gramas ralas, altas árvores e até plantas de regiões mais
geladas.
Preparação - Apesar do clima quente do início da disputa, as equipes brasileiras
prepararam-se para enfrentar todos os tipos de temperaturas. A Selva, em
especial, fez um treinamento específico dias antes, além de aproveitar a semana
livre (chegaram ao Chile no dia 31 de janeiro) para finalizar sua logística.
“Começamos a nos aclimatar, principalmente a parte do frio, que está
variando entre 5 a 0 graus (sensação térmica), choveu alguns dias. Saímos para
pedalar, compramos alguns equipamentos que estávamos precisando, compramos toda
a parte de alimentação, que na logística dessa prova é muito importante que
esteja tudo certo, pois ficamos muito tempo sem encontrar os sacos de
alimentos”, contou Caco.
Um dos diferenciais da equipe Selva para manter uma preparação adequada
para a competição foi alugar uma casa a invés de ficar em hotel. De acordo com
o líder da equipe, ficar em um local mais pessoal proporciona um clima de união
e também facilita na alimentação do time.
“Foi um semana bem bacana, alugamos uma casa onde cozinhamos e isso
também faz parte da nossa logística para nos alimentar melhor do que ficar
comendo em restaurante”, disse. “A convivência na casa foi muito boa, a equipe
está bem entrosada. Fizemos um amigo aqui, o Paulino (Vidal), que está conosco
o tempo todo e ajudando na logística como encontrar lojas para buscar
equipamentos e resolvendo alguns problemas”, disse Fonseca.


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